O PONTO DE VISTA DO LIVRO QUE QUERIA SER EMPRESTADO
Desejado por muitas crianças, o livro é, muitas vezes, o centro de intrigas durante a infância. Como na história, a tentativa de ler o livro levou a menina-narradora a humilhar-se na frente da dona do encantador livro As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Este livro grosso, cheio de palavras conhecidas ou não, com fatos que despertavam o interesse de qualquer criança, estava ali em algum lugar da casa, à espera de dois “olhos famintos” por histórias, pelo desejo de ler, de conhecer e viajar no “mundo dos livros”. Mas havia uma contradição, a dona, que por pura vingança o deixava ali, talvez em alguma estante empoeirada ao lado de tantos outros livros que poderiam ter sido esquecidos também pela mesma dona.
Como tantos outros, o livro esperava ser lido e relido muitas vezes, ser desgastado pela leitura era sua sina. A partir de uma crueldade o livro teria o seu grande fim, a luta pela leitura levava todos os dias uma pobre leitora a se humilhar na porta da casa onde estava o esperado livro. Estava cada vez mais perto o dia em que o livro realizaria seu desejo de ser lido, só esperava a ruptura das barreiras, que era a dona do livro.
Depois de tamanha humilhação da menina e as expectativas do livro, veio a salvação, se não fosse a mãe da dona do livro, ele ficaria ali por mais algum tempo. A senhora entregou o livro à menina após uma breve discussão e assim o livro seguiu o seu caminho, o caminho para iniciar a leitura e não tinha tempo certo de voltar para casa. Assim, iniciou-se seu desejo, foi lido aos poucos e muito desejado, motivo de orgulho e amor para a menina, objeto de prazer para a mente.
Ísis Ferreira Cunha
Este livro grosso, cheio de palavras conhecidas ou não, com fatos que despertavam o interesse de qualquer criança, estava ali em algum lugar da casa, à espera de dois “olhos famintos” por histórias, pelo desejo de ler, de conhecer e viajar no “mundo dos livros”. Mas havia uma contradição, a dona, que por pura vingança o deixava ali, talvez em alguma estante empoeirada ao lado de tantos outros livros que poderiam ter sido esquecidos também pela mesma dona.
Como tantos outros, o livro esperava ser lido e relido muitas vezes, ser desgastado pela leitura era sua sina. A partir de uma crueldade o livro teria o seu grande fim, a luta pela leitura levava todos os dias uma pobre leitora a se humilhar na porta da casa onde estava o esperado livro. Estava cada vez mais perto o dia em que o livro realizaria seu desejo de ser lido, só esperava a ruptura das barreiras, que era a dona do livro.
Depois de tamanha humilhação da menina e as expectativas do livro, veio a salvação, se não fosse a mãe da dona do livro, ele ficaria ali por mais algum tempo. A senhora entregou o livro à menina após uma breve discussão e assim o livro seguiu o seu caminho, o caminho para iniciar a leitura e não tinha tempo certo de voltar para casa. Assim, iniciou-se seu desejo, foi lido aos poucos e muito desejado, motivo de orgulho e amor para a menina, objeto de prazer para a mente.
Ísis Ferreira Cunha
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